You’re viewing a version of this story optimized for slow connections. To see the full story click here.

“Foi uma gravidez muito desejada”

Story by UNFPA Brasil October 6th, 2017

eDILENE COSTA

Foi uma gravidez muito desejada, a gente já tinha algum tempo de casamento e eu e meu esposo, a gente resolveu ter nosso filho. Durante todo meu pré-natal eu não tive o diagnóstico, o diagnóstico só veio após ele ter nascido. Inicialmente foi um choque para mim mas, ao mesmo tempo, eu abracei a causa após o nascimento dele, busquei vários acompanhamentos tanto que eu estou aqui fazendo o acompanhamento dele com a estimulação precoce.

Inicialmente eu fiquei anestesiada, traumatizada, mas ao mesmo tempo confortada porque o bebê era meu, eu o gerei durante nove meses então era meu independentemente de ele ter ou não uma deficiência então era minha, uma criança minha.

Eu já o amava então quando nasceu eu amo mais ainda. Sei da limitação que ele está tendo, sei que vai ser um processo lento, mas eu e minha família estamos aqui para abraçar ele porque a causa é nossa, é um ser vivo, é um ser bem amado!

Eu não sou da capital, de Salvador, sou do interior da cidade de Mutuípe, minha cidade é uma cidade pequena e não tem todos os especialistas por isso que eu saio do interior para a capital para poder fazer o acompanhamento e toda a semana eu estou aqui para, justamente, fazer com que ele tenha um desenvolvimento bem eficaz, para que ele realmente seja uma criança normal, porque ele é uma criança normal só vai ter algumas limitações.



DSC_0542.JPG

Como eu moro no interior, são três horas diária para vir, 3h para voltar. Então são 6h de viagem que eu venho da minha cidade para fazer a estimulação precoce com ele.

Além de outros acompanhamentos com especialistas que ele precisa: pediatra, otorrino, oftalmologista, e toda uma equipe multidisciplinar.

Realmente há uma restrição no que se refere a processos burocráticos como a questão do transporte. Tem alguns programas como o TFD que é o tratamento fora do domicílio e é um programa nacional que é para todas as pessoas que fazem acompanhamento fora do domicílio, fora da sua cidade, tenham acesso à saúde.

Eu estou aqui para ajudar ele, vai ser uma criança normal, vai para a escola regular, vai poder trabalhar, eu acredito nele. A gente primeiramente tem que acreditar no outro para ele poder responder então se eu acredito que ele vai ser normal e estudar numa escola regular, vai trabalhar, vai fazer faculdade, vai ter uma profissão então eu enquanto mãe, enquanto família, com meu esposo, nós vamos com certeza estar do lado dele dando a força que ele precisa e necessita

Quero ter outro filho, quero dar um irmão a ele porque uma criança sozinha vive bem mas com duas vivem melhor.


Footnote: Texto e fotos: Tatiana Almeida
Mutuípe - BA, Brasil